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PRESIDENTE DO CJF GARANTE QUE NÃO HAVERÁ ATRASOS NOS SALÁRIOS DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA FEDERAL EM 2026

Terça-feira, 20 de outubro de 2026

O presidente do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Luis Felipe Salomão, afirmou, nesta segunda-feira (19), que não haverá atrasos ou prejuízos aos salários dos servidores e servidoras da Justiça Federal até o final de 2026. A declaração ocorreu durante reunião com representantes da Fenajufe e de outras entidades sindicais, realizada em Brasília, após a sessão do Conselho.

O encontro contou com a presença do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Desembargador João Batista Pinto Silveira, e teve como pauta central a preocupação da categoria diante do déficit orçamentário que ameaçava o pagamento regular de salários e benefícios nos últimos meses do ano.

Durante a reunião, Dr. Luis Felipe afirmou que nunca considerou a possibilidade de atrasar os pagamentos e declarou que a situação orçamentária já estaria solucionada. Questionado pela Fenajufe sobre a possibilidade de formalizar o compromisso por meio de uma nota oficial, o ministro respondeu que estava dando sua palavra.

O presidente do CJF também confirmou a existência de negociações envolvendo a folha de pagamento da Justiça Federal com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de outras tratativas que, segundo ele, deverão solucionar as dificuldades financeiras de 2026.

Mobilização das entidades foi fundamental

A declaração ocorre após semanas de preocupação e mobilização dos servidores da Justiça Federal, especialmente na 4ª Região, diante das informações sobre um déficit orçamentário estimado em R$ 266 milhões, que poderia comprometer o pagamento integral de salários, benefícios e até mesmo da segunda parcela do 13º salário.

No último dia 14 de outubro, servidores realizaram atos públicos e paralisações em Porto Alegre e em diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul, em protesto contra a possibilidade de atrasos.

O SINJUSPAR esteve presente na mobilização realizada em frente ao TRF-4, na capital gaúcha, representado pelo presidente Jonas Ruppert, que reforçou a importância da união entre as entidades sindicais e da atuação conjunta dos servidores para impedir qualquer prejuízo à categoria.

A participação do sindicato paranaense integrou o movimento de resistência organizado pelas entidades representativas da Justiça Federal, que cobraram das Administrações medidas concretas para assegurar os direitos dos trabalhadores.

Apesar da declaração do ministro Luis Felipe Salomão, o SINJUSPAR ressalta a importância de manter o acompanhamento da execução orçamentária da Justiça Federal até o encerramento do exercício financeiro de 2026.

Isso porque, em resposta encaminhada à Fenajufe no último dia 14 de outubro, o próprio CJF havia informado que acompanhava a situação financeira e avaliava possíveis ajustes, sem apresentar, naquele momento, garantias concretas sobre a regularidade dos pagamentos.

A nova manifestação do presidente do Conselho sinaliza uma mudança importante no cenário, mas ainda exige atenção quanto à efetivação das medidas anunciadas, especialmente no que diz respeito à preservação integral dos salários, benefícios e demais direitos da categoria.

O SINJUSPAR reafirma que os servidores não podem ser penalizados por dificuldades na gestão orçamentária da Justiça Federal e seguirá acompanhando os desdobramentos da situação, em conjunto com as demais entidades representativas, para assegurar que os compromissos assumidos sejam efetivamente cumpridos.

Do SINJUSPAR, Caroline P. Colombo

 

 

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